Palestrantes

CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Larry Birnbaum

Título da Palestra: “Efeitos da Inteligência Artificial no Futuro do Trabalho”

Larry Birnbaum é Professor de Ciência da Computação e de Jornalismo na Northwestern University, Chefe da Divisão de Informática do Departamento EECS da Northwestern e Co-Diretor de seu Laboratório de Informação Inteligente. Ele também é co-fundador e conselheiro científico-chefe da Narrative Science Inc. A pesquisa de Larry foca em Inteligência Artificial aplicada, processamento de linguagem natural, análise de dados de mídia social e geração automática de conteúdo. Juntamente com colegas e alunos, ele publicou mais de 140 artigos sobre esses temas e detém 32 patentes dos EUA. Larry recebeu seus diplomas de BS e PhD em Ciência da Computação da Universidade de Yale.

PAINEL 1

Vinícius Andrade Pereira

Título da Palestra: “O que pode uma tecnologia? Explorações acerca das ideias de efeitos e determinismos tecnológicos”

Resumo: O humano pode ser pensado como a única espécie que, esteiada na sua condição biológica e animal, inventa a si mesma através de um ato inaugural ancorado no artifício. Assim, o osso atirado contra o inimigo, ou presa, e uma nave espacial, tal como na abertura do filme “2001 – Uma odisseia no espaço”, de S. Kubrick, podem ser tomados como objetos extensivos e auto-reflexivos. Ambos são tecnologias. Ou seja, tecnologias são tanto novas relações e articulações postas diante do que é encontrado espontânea e fortuitamente no ambiente, quanto o que é criado concreta e intelectualmente pelo engenho homo. Ainda, tecnologias são meios que estendem o humano, física e psiquicamente, e instrumentos de intervenção no ambiente, em busca de benefícios e riquezas. Por outro lado, a história revela que usos e apropriações das tecnologias, assim como seus funcionamentos e desenvolvimentos, escapam ao controle e ao planejamento, produzindo efeitos e atendendo a fins diversos, nem sempre explícitos, ou considerados positivos na perspectiva de um “bem comum”. Ainda, o humano também estenderia e refletiria a tecnologia que criou. O que pode uma tecnologia, afinal? A busca pela compreensão dos possíveis efeitos de uma tecnologia é conhecimento precioso e complexo, dado que se trata da compreensão do próprio humano e do ambiente que habita e (re)constrói continuamente. Mas, em que medida tal conhecimento seria possível? Haveria formas efetivas de antecipar os efeitos de uma tecnologia, em um amplo espectro?  Essas são algumas das reflexões e considerações a serem tratadas por esta comunicação.

vinicius-4Vinícius Andrade Pereira é pós doutor pelo The Brown Institute For Media Innovation, da Universidade Columbia, EUA, com bolsa da FAPESP (2015). Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, com estágio doutoral (doutorado sanduíche com bolsa CNPq) no McLuhan Program in Culture and Technology, da Universidade de Toronto, onde foi orientado por Derrick DeKerckhove, então, diretor do referido Programa. É professor da faculdade e do programa de pós graduação em comunicação da UERJ, onde exerce o cargo de coordenador adjunto. Fundou e dirigiu o ESPM Media Lab de 2010 a 2016 onde, dentre outras funções, atuou como consultor de comunicação e novas linguagens midiáticas para empresas como Banco Bradesco, DETRAN-SP, Grupo Isobar, Leo Burnett Tailor Made, Fundação Vanzolini, dentre outras. Concebeu e apresentou a série de matérias sobre cultura digital, Nós Digitais, no telejornal “Jornal Futura”, do Canal Futura, de 2013 a 2015. É autor do livro “Estendendo McLuhan: Da Aldeia À Teia Global” (Ed. Sulina, 2011) e co-organizador dos livros “ArTecnologia. Arte, Tecnologia e linguagens Midiáticas (Ed. Buqui Digital, 2013) e do livro “Artecnología. Conocimiento aumentado y accesibilidad (Ed. Complutense de Madrid, 2014).

Fausto Fawcett

Título da Palestra: “Corpo humano: a gambiarra final”

Resumo: Como as incessantes, avassaladoras, violentas, cruéis e voluptuosas mutações, convulsões urbanas, políticas, demográficas, sociais e principalmente tecnológicas exigem uma nova carcaça pro ex homo sapiens agora Homo zapiens. Metade humano metade mídia metade humano metade gadget. A fera com autoconsciência mais que nunca espremida entre o animal ancestral e a máquina jubilo da tara inata pelo artificial, pelo artifício. Pulsão transformadora. Homo zapiens; animáquina de códigos.
A senha precede a essência. Tecnologia cutucando a fera humana com nano vara curta. A mente e o corpo na balburdia contemporânea, na volúpia terrível, no sublime violento que sacode a vida no planeta hoje pra sempre, bem, o corpo e a mente são abduzidos, provocados, perturbados, expandidos, direcionados, pelas interações, sinestesias, simbioses, proliferações, promiscuidades, pornografias, propagações, poluições, sinergias e, principalmente, saturações e fundamentalismos tecnológicos e sociais em retroalimentação constante. São as Erínias, as fúrias contemporâneas.  Na mitologia grega as Erínias – para os romanos as fúrias – eram três: Megera, Tisífone e Alecto – que atormentavam os pecadores, os culpados por crimes contra a família, o matrimônio,  a comunidade etc… E perseguiam os culpados e pecadores sem deixá-los dormir, obrigando-os a fugir eternamente, açoitando-os de todos as maneiras.  Enlouquecendo e perturbando os que provocavam tragédias ou descontroles ou sofrimentos ou desregramentos, hybris à granel. As propagações, sinestesias, proliferações, acelerações, reações fundamentalistas etc… São as fúrias contemporâneas incitando, perturbando, enlouquecendo, inspirando-os ainda assim chamados de humanos à procura da transcendência, de um sentido pra vida, de alguma  intensidade vital diante do turbinado quadro de Bosch que é a vida  na terra. Diante da eterna preparação para guerra que é a vida na terra. Atualmente somos todos marines informais, fuzileiros da existência e esse corpo não basta. Ele pede: eugenia já!A volúpia tecnológica é a principal arma das fúrias. Mas o paradoxo é que, ao contrário da mitologia, o homem contemporâneo, o Homo zapiens, chegado numa vertigem, não quer fugir, ele quer se entregar as fúrias que ficam assim mais terríveis e sedutoras e muito a fim de engolir o Homo zapiens. Transformando-o em poeira de chip, nanotron, ensaio mamífero rumo a não se sabe o que, ou melhor, rumo a uma existência transformer, nada se perde na carcaça humana, tudo se transformer.  O humanismo por um fio.
O transhumanismo chegando munido de fiações desencapadas lá dentro do Homo zapiens que precisa de um corpo gambiarra final pra aguentar o transe e as exigências  das fúrias contemporâneas. Independência transformer ou morte patética.

Fausto Fawcett é escritor e compositor formado em Jornalismo pela PUC do Rio de Janeiro. Escreveu vários livros: Santa Clara Poltergeist (Editora Eco – 1990), Básico Instinto (Editora Relume Dumará – 1992 ), Copacabana Lua Cheia (Editora Dantes – 2001 ), Favelost (Editora Martins Fontes – 2012) e Pororoca Rave (Editora Tinta Negra – 2015). Gravou três discos: “Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros” (Warner – 1987), “Império dos sentidos” (Warner 1989 ) e “Básico Instinto” (Sony – 1993 ). Escreveu quatro peças, três em parceria com Hamilton Vaz Pereira: “Olhos ardentes” (1985 ), “Amizade de rua” (1986 ) e “Ataliba a Gata Safira” (1988);  e outra, com o diretor Henrique Tavares, “Cidade Vampira” (2005). Em 2010, criou com Bianca Jhordao e Rodrigo Brandão a banda “The Triceps”. Foi roteirista e ator no seriado “Vampiro Carioca”, que foi ao ar no Canal Brasil de 2011 a 2012. O seriado virou filme e estreou em 2016. Desde 2012 participa do “Projeto Trovadores do Miocárdio” criado pelo jornalista e produtor Eduardo Beu. Divide o palco com Xico Sá , Luiz Felipe Leprevost e Carolina Fauquemont, Junio Barreto, Rodrigo Carneiro e Mario Bortolotto. Estreou em 2013, no mesmo Canal Brasil, um novo programa: “Sombrio 40 graus com os Robôs Efêmeros: música, dramaturgia, entrevistas”. Fez, com o produtor e compositor Berna Ceppas, a música tema do seriado “As Canalhas” do GNT.

PAINEL 2

Arturo Colorado Castellary 

Título da Palestra: “Resultados preliminares de P&D sobre a história e a representação digital do patrimônio artístico durante a guerra civil e a pós-guerra espanholas”

arturo-4Dr. Arturo Colorado Castellary é Catedrático da Universidade Complutense de Madri, especialista em arte visual contemporânea, patrimonio e comunicação. É membro do Departamento de Comunicação Audiovisual e Publicidade II, da Faculdade de Ciências da Informação da UCM. É autor, entre outros, dos livros Hipercultura visual. El reto hipermedia en el arte y la educación (1997), Éxodo y exilio del arte (2008) y Del arte rupestre al digital (2013) y coautor de Patrimonio Cultural y Tecnologías de la Información y la Comunicación: a la búsqueda de nuevas fronteras (2005). E é, ainda, o organizador, juntamente com Vinícius Andrade Pereira, do livro  “ArTecnologia. Arte, Tecnologia e linguagens Midiáticas (2013) e com Vinícius Andrade Pereira e com Isidro Moreno Sanches do livro “Artecnología. Conocimiento aumentado y accesibilidad (2014).

Desde 2008 é Co-diretor do Grupo de Investivação Complutense “Museum I+D+C. Laboratorio de Cultura digital y museografía hipermedia”.

Isidro Moreno Sanches 

Título da palestra: “Helio Oiticica volta à rua – Intervenções tecnológicas e ressignificações das relações entre artistas suas obras e cidades”

isidro-4Dr. Isidro Moreno Sanches é fundador e co-diretor do grupo de investigação Museum I+D+C, da Universidade Complutense de Madri. Sua tese doutoral La convergencia interactiva de medios: hacia la narración hipermedia (eprints.ucm.es/17217/1/S3002701.pdf) obteve o premio Fundesco 1996. Participou como criador e director de projetos de sete museus e de umas vinte exposições através da Complutecno e tem dirigido numerosos projetos culturais e publicitários. É co-organizador, juntamente com Vinícius Andrade Pereira e Arturo Colorado Castellary do livro “Artecnología. Conocimiento aumentado y accesibilidad “(2014).

Email: ims@ucm.es
Web de su grupo de investigación: http://www.ucm.es/gi5068/
Publicaciones: https://ucm.academia.edu/IsidroMoreno

Paulo Sá 

Título da palestra: “Rio de Afeto: A cidade como matéria e obra nos trajetos de Hélio Oiticica”

Resumo: A palestra busca relacionar a obra de Hélio Oiticica, um dos mais importantes artistas brasileiros do séc. XX, com a cidade do Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1970. Trata o território urbano como parte essencial e indissociável de sua maneira de pensar e fazer arte. Para além de um cenário figurativo, está em jogo uma composição articulada em que a obra, o artista e a cidade se entrelaçam, e se remetem mutuamente. Explora-se o modo singular como Oiticica revela articulações do binômio arte/cidade, o projetando para um campo inexplorado de uma arte ambiental, para além dos limites do quadro, e mesmo dos salões, galerias e museus. O presente estudo é parte do experimento que é desenvolvido, através de uma parceria do Museum I+D+C, da Universidade Complutense de Madri, com o PPGCOM-UERJ que, através de um aplicativo e realidade aumentada, recupera parte das andanças e diálogos de Oiticica com o Rio de Janeiro.

paulo-sa-4Paulo Sá é historiador vinculado aos Museus Castro Maya que integram o Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura. Autor de livros e artigos voltados para a reflexão em torno de museu, patrimônio cultural e História do Brasil. Entre meados de 2015 e 2016 realizou atividades junto a Universidade Complutense de Madri na condição de pesquisador convidado do Grupo de Investigação Museum I+D+C – Laboratório de Cultura Digital e Museologia Hipermídia da Faculdade de Ciência da Informação. Durante esse período desenvolveu pesquisa sobre a relação entre as obras de Hélio Oiticica e a cidade do Rio de Janeiro.

PAINEL 3

Leonardo F.  Nascimento

Título da palestra: “Aspectos metodológicos e epistemológicos da Sociologia Digital”

Resumo: A aquisição de habilidades computacionais na prática profissional do cientista social constitui um dos campos da Sociologia Digital. Atualmente estão disponíveis uma infinidade de ferramentas digitais que auxiliam na extração e montagem de banco de dados, na análise e interpretação desse material e, por fim, na organização e divulgação dos resultados.  A comunicação apresentará algumas ferramentas para extração e análise de dados digitais e oferece uma reflexão crítica sobre como essas ferramentas digitais podem vir a representar novas formas de estruturação da imaginação sociológica exigindo avaliarmos até onde é possível pensarmos socio-tecno-logicamente dentro das lógicas de programação que estruturam tais softwares.

Leonardo F.  Nascimento é professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e membro do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UFBA (PPGCS/UFBA). Atualmente coordena o Onirê – Laboratório de Humanidades Digitais, uma convergência de pesquisadores e interesses de pesquisa em torno dos temas da ciência social computacional, sociologia digital, métodos digitais e análise de Big Data.

Ricardo M. Pimenta

Título da palestra: “Enfrentar o Maelström ou render-se a ele? A era digital e suas implicações ao conhecimento e à memória nas humanidades.”

Resumo: Em meio ao que Lipovetsky aponta como hipermodernidade, testemunhamos um escalada exponencial de desenvolvimento, consumo e circulação dos meios e objetos técnicos responsáveis pela mediação da informação digitalizada e nascida digital. Tal fenômeno tem convidado a muitos sobre a necessidade de refletir sobre o futuro próximo e mesmo sobre a maneira como nos relacionaremos com nosso passado. No campo das chamadas Humanidades Digitais crescem a passos largos novos objetos de estudo; promovem-se diferentes convergências disciplinares e, sobretudo, se revelam nesse encontro entre a computação, as tecnologias de informação e comunicação e o estudos das humanidades uma quase compulsória condição para a continuidade da produção do conhecimento: tornar-se digital; alcançar o espaço público; pensar a informação. Descemos todos pelo maelström da tecnologia digital e suas convergências sem nos dar conta se possuímos ainda algum controle sobre essa viagem. De mesmo modo, sabemos que ela é de certo necessária pari passu o processo de concretização dos sistemas técnicos e seus respectivos objetos, em perspectiva simondoniana, ocorre incontestavelmente nesta era digital. Restaria-nos torcer por uma “boa viagem” ou é possível controlar o “leme”?

Ricardo M. Pimenta é Pesquisador Associado do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e Pesquisador 2 do CNPq. Atua como Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT-UFRJ) e Professor Colaborador do Mestrado Profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (COC/FIOCRUZ). É Historiador de formação (2003), com mestrado em Memória Social e Documento (2006) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, e doutorado em Memória Social (2010) pela mesma instituição, com estágio doutoral (2007 – 2008) na École des Hautes Études en Sciences Sociales – EHESS de Paris. É líder do Grupo de Pesquisa Informação, Memória e Sociedade (http://www.memoriaesociedade.ibict.br), registrado no diretório do CNPq. Pesquisador Associado do Laboratório Interdisciplinar sobre Informação e Conhecimento (LIINC/UFRJ) e membro da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (LAVITS). Durante o biênio de 2012-2014 foi membro da Comissão de Altos Estudos do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) – Memórias Reveladas, no Arquivo Nacional. Tem interesse no campo de diálogos e análises sobre informação, memória e seus lugares/dispositivos enquanto materializações provenientes de um regime de informação.

Aristides Alonso

Título da palestra: “A mente e os artifícios do Homo Zapiens”

Resumo: Ingressamos na era das próteses. As máquinas estão integradas indissociavelmente à nossa vida e temos com elas uma relação de dependência e transas de toda ordem. Graças às conexões de todo tipo (tecnológicas, físicas, biológicas e psicológicas), dispomos cada vez mais de meios rápidos, poderosos, indistintamente disseminados, de conhecimento e ação.  A fronteira que separava natural de artificial foi diluída, estamos em simbiose com o meio ambiente, assim como com as máquinas, os sistemas e as redes que criamos para sobreviver ou garantir nosso crescimento e desenvolvimento. A ideia e o ideal de homem (tão caros aos antigos humanistas) ruíram, e um novo design emerge forçando reflexões que ultrapassam as ficções que tanto nos encantaram no passado. Frankenstein, ciborgues, robôs, não dão conta desta nova configuração da ideia de pós-humano (ou seria o caso de dizer pró-humano?). Tendo como referência a Nova Psicanálise, nossa proposta é avançar na questão e expor um artificialismo radical e um novo entendimento do que seja pessoa, mente, inconsciente, técnica, arte, cultura, além de apontar soluções e saídas circunstanciais à altura dos acontecimentos e dessa nossa atual espécie de Homo Zapiens.

Doutor em Letras (UFRJ/Br) e Pós-Doutor em Comunicação (UNL/Pt). Professor aposentado da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Diretor da NovaMente (Centro de Estudos e Pesquisa, Clínica e Editora), pesquisador do …etc.: Estudos Transitivos do Contemporâneo (Grupo de Pesquisa/CNPq) e coordenador do projeto de extensão TecMen: Tecnologias da Mente. Desde 2011, desenvolve o seminário e a oficina GALÁXIA FREUD, em que apresenta pesquisa sobre a interface mente/tecnologia (IMT) a partir do ARTIFICIALISMO como descrito pela Nova Psicanálise. Autor de livros e artigos em revistas especializadas. Contato: aristidesalonso@br.inter.net e
http://www.novamente.org.br

PAINEL 4

Ricardo Dal Farra 

Título da palestra: “Arte, Dados, Cidadania”

Resumo: Em tempos de grandes mudanças, quando a política toma voltas inesperadas, a esperança de um estado que ofereça bem-estar é diluída, a revolução tecnológica é diferente do que se imaginava e a sociedade está dividida entre visões de vida polarizadas no planeta. O que fazer com a crescente acumulação de grandes quantidades de dados sobre tudo o que fazemos. ? Quais são os direitos e obrigações dos cidadãos do futuro e o que fazer hoje para caminhar na direção que entendemos que é o melhor? A arte (eletrônica) tem uma papel neste contexto? A apresentação “Arte, Dados, Cidadania” oferece um olhar para o encontro complexo entre mundos aparentemente distantes entre si, para nos convidar a refletir e propor ações para ajudar a projetar um futuro possível para a espécie humana.

ricardo-dal-farra-4Ricardo Dal Farra é compositor, artista, curador e historiador, especializado em artes eletrônicas. Ele leciona na Universidade de Concordia, no Canadá, e é diretor fundador do Centro de Experimentação e Pesquisa em Artes eletrônicas (CEIArtE) da Universidade Nacional de Tres de Febrero, na Argentina. Ele foi diretor do Hexagram Centre for Research-Creation in Media Arts and Technologies do Canadá; coordenador da Área de Comunicação Multimídia do Ministério da Educação, na Argentina; consultor sênior do Centro de Arte e Novas Mídias “Amauta” em Cusco, Peru, e pesquisador e consultor da UNESCO, na França, em media arts. Seus trabalhos foram apresentados em mais de 40 países, e gravações com sua música figuraram em 23 edições internacionais, incluindo várias do MIT Press. Ele recebeu prêmios e ordens da International Computer Music Association e da Bienal Internacional de Artes de São Paulo, no Brasil, entre outros. Dr. Dal Farra foi, recentemente, também diretor artístico da Bienal mexicana de artes eletrônicas Transitio.

Pablo Cerdeira

Título da palestra: “Big Data e Democracia”

Resumo: Como o uso massivo de dados já afeta nosso modelo clássico de democracia. Em uma sociedade acostumada a respostas customizadas e em tempo-real, como os governos devem atuar se não quiserem perder o que lhes resta de representatividade.
E o que Brexit, Trump e as pesquisas eleitorais tem a ver com isso. Serão apresentados casos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro para discussão sobre os limites entre uso de dados para customização de soluções governamentais e o respeito à privacidade.

Pablo Cerdeira é advogado pela Universidade de São Paulo e mestrando em engenharia pela mesma universidade. Chief Data Officer da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, é o diretor do BIG DATA: PENSA – Sala de Ideias (http://pensa.rio), grupo responsável por projetos inovadores na Prefeitura. Dentre os destaques, está a redução em 98% dos casos de dengue na Cidade; a otimização da cobertura da frota de ônibus, permitindo uma redução de 36% dos ônibus circulantes; a integração com o Waze para a análise da gênese dos engarrafamentos, definição de seus custos e cálculo de retorno dos investimentos; ranqueamento e priorização dos pontos de alagamentos; planejamento e operação dos jogos olímpicos com integração com o Waze. Tem como objetivo, na Prefeitura do Rio de Janeiro, utilizar novas tecnologias para fazer a administração pública mais democrática. Para isso, coleta e analisa o maior número possível de informações, buscando fazer com que a tomada de decisões seja amparada pelas necessidades nem sempre manifestadas pela população. Promove a abertura de dados na Prefeitura, através do http://data.rio. Participou da redação do Projeto de Lei de Dados Abertos (PL 7804/2014 – http://bit.ly/PL7804-2014), em tramitação na Câmara dos Deputados. Professor da FGV Direito Rio. Para mais informações: http://pablocerdeira.me

André Lemos

Título da palestra: “Internet das Coisas e Sensibilidade Performativa: Principais Desafios”

lemos-4André Lemos (http://andrelemos.info) é Professor Titular da Faculdade de Comunicação da UFBA e Pesquisador 1 A do CNPq. É engenheiro (1984), Mestre em Política de Ciência e Tecnologia pela COPPE/UFRJ (1991) e Doutor em Sociologia pela Université René Descartes, Paris V, Sorbonne (1995). Foi Visiting Scholar nas Universidades McGill e Aberta (Canadá, 2007-2008) e na National University of Ireland (Irlanda, 2015-2016). É diretor do Lab404 – Laboratório de Pesquisa em Mídia Digital, Redes e Espaço (http://lab4040.ufba.br). Seus últimos livros são “A Comunicação das Coisas. Cibercultura e Teoria Ator-Rede” (Annablume, 2013), Teoria Ator-Rede e Estudos de Comunicação (Edufba, 2016).

PAINEL 5

Demi Getschko 

Título da palestra: “Consumo de conteúdo digital no Brasil: Perspectivas do NIC.br”

demi-4Demi Getschko é engenheiro eletricista formado pela Escola Politécnica da USP (1975), com mestrado (1980) e doutorado (1989) em Engenharia pela mesma instituição. Trabalhou no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP (1971-1985) e no Centro de Processamento de Dados da FAPESP (1986-1996), nesse período foi coordenador de operações da RNP e participou do esforço da implantação de redes no país. Foi um dos responsáveis pela primeira conexão TCP/IP brasileira, que ocorreu em 1991, entre a FAPESP e a ESNet (Energy Sciences Network), nos Estados Unidos, por meio do Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory). Foi Diretor de Tecnologia da Agência Estado, empresa do Grupo Estado, em dois períodos: entre 1996 e 2000, e novamente entre 2002 e 2005. Foi Vice-Presidente de Tecnologia do IG entre 2000 e 2001. Foi, ainda, professor da Escola Politécnica da USP, e hoje é Professor Associado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atuou como membro da diretoria da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) pela ccNSO (Country Code Names Support  Organization), eleito para o período de 2005-2007, e reeleito para 2007-2009. É Conselheiro do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) desde 1995 e Diretor-Presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação) desde 2006. Em abril de 2014 foi eleito o primeiro brasileiro a figurar no Hall da Fama da Internet para a categoria “Conectores Globais” por seu “papel chave no estabelecimento da primeira conexão de internet no Brasil”, durante cerimônia realizada em Hong Kong pela Internet Society.  Em julho do mesmo ano, Demi Getschko foi agraciado com o prêmio Cristina Tavares, através da Sociedade Brasileira de Computação, em Porto Alegre. Em 11 de dezembro, dia do Engenheiro, recebeu através do SEESP (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) o prêmio “Personalidade da Tecnologia 2014”, na categoria “Internet”, em reconhecimento ao trabalho científico-tecnológico e sua dedicação ao desenvolvimento do país.

Luciana Correa 

Título da palestra: “Geração YouTube. Um mapeamento sobre o consumo e a produção infantil de vídeos para crianças de zero a 12 anos. Brasil 2005 – 2016”

luciana-correa-4Luciana Corrêa – Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela ESPM (PPGCOM – ESPM). É coordenadora e pesquisadora da área de Famílias e Tecnologia do ESPM Media Lab. Possui 15 anos de experiência nas áreas de propaganda e marketing, ensino e pesquisa.

Carlos Affonso Souza

Título da palestra: “Meus conteúdos, minhas regras? Plataformas, Algoritmos e Remoção de Conteúdos na Rede”

Resumo: A cada ano postamos mais fotos, textos e videos na rede. Esse conjunto de conteúdos ajuda a definir quem nós somos ou quem gostaríamos de ser. Grande parte das vezes esses conteúdos são publicados através de redes sociais ou plataformas que congregam um imenso número de usuários. Esses ambientes privados, que mais parecem espaços públicos, têm as suas próprias regras sobre o que pode e o que não pode ser publicado. Recentemente, a remoção de fotos da Guerra do Vietnã do Facebook alertou para o papel dos algoritmos em avaliar o conteúdo postado nas redes sociais. Para além do debate sobre decisões algorítmicas, os tribunais têm decidido casos em que pessoas pedem a desvinculação do seu nome de certos resultados de buscas, tornando assim mais difícil o acesso a conteúdos que lembrariam de fatos do passado. É o chamado “direito ao esquecimento”. Quem decide o que vai ao ar, o que é mais visto e o que será mais difícil de se encontrar?

carlos-affonso-4Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio). Doutor e Mestre em Direito Civil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor dos cursos de graduação e de pós graduação da UERJ e da PUC-Rio. Pesquisador associado ao Information Society Project, da Faculdade de Direito de Yale. Membro da Comissão de Direito Autoral da OAB/RJ. Consultor de Chediak Advogados.

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ArTecnologia – III Simpósio Internacional sobre Tecnologias e Cultura Contemporânea

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